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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Idosa morre após saber do falecimento da neta em escola de Realengo


Rio - O crime na escola Municipal Tasso da Silveira faz mais uma vítima na madrugada desta sexta-feira. Ao saber da morte da neta, a menina Larissa Silva Martins, 13 anos, a senhora Lina Martins, 92 anos, não resistiu. A menina foi enterrada na última sexta-feira, no cemitério do Murundu, em Realengo.
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
O pai da estudante Larissa Silva Martins, ao lado do arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, não consegue segurar as lágrimas na missa de sétimo dia | Foto: Severino Silva / Agência O Dia


Psicopata mata 12 estudantes em escola municipal

Manhã de 7 de abril de 2011. São 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.



Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano (1.801 e 1.802), antiga 7ª série. As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que remuniciava dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.

Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.

A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.

Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.

A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.

Wellington: 'Não quero que mais ninguém sofra nas mãos destes covardes'


Secretaria de Segurança divulga vídeos inéditos gravados pelo atirador antes do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira

Rio - Em novos vídeos divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria de Segurança, Wellington mantém discurso em que culpa o fato de ter sofrido bullying por seu crime e acusa as autoridades de descaso em relação à humilhação imposta a alguns alunos. O assassino ainda descreve uma situação em que ele estaria em um ponto de ônibus e "aparecerem dois caras grandes" que teriam ridicularizado ele.



"Que o ocorrido sirva de lição para que as autoridades escolares descruzem os braços diante de situações em que alunos são agredidos, humilhados e desrespeitados. (...) Apesar de tudo o que eu passei para vocês, de tudo que eu sofri, vocês provavelmente não imaginam muitas coisas que eu passei.

Em todos os vídeos, ele se comporta como se estivesse defendendo "irmãos" ao planejar massacre promovido na última semana."O que mais me irrita é saber que esse cenário vem se repetindo sem que nada seja feito contra estas pessoas covardes e cruéis. Percebi que algo precisava ser feito. Não quero que mais ninguém sofra nas mãos destes covardes. Todos precisam saber que vocês têm irmãos prontos para matar e para morrer em prol da defesa de vocês, dispostos a darem suas vidas por vocês".
Novo material divulgado
Entre o material divulgado nesta sexta, um novo vídeo deixado pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira mostra que o responsável pelo massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, afirma ter se preparado para o ataque em um motel do bairro, informação negada pela Polícia Civil. Além do vídeo, o material divulgado inclui sete fotos - entre elas do assassino armado e segurando uma das cartas que deixou - e outros quatro vídeos.
Foto: Divulgação
Imagens de Wellington se preparando para o ataque foram divulgadas pela Secretaria de Segurança | Foto: Divulgação
>> FOTOGALERIA: Massacre em Realengo deixa o Brasil chocado
Na gravação, Wellington afirmou que as mortes foram motivadas pela agressões sofridas em sua época de estudante (bullying). O atirador diz que 'todos os que eu matei' estariam vivos se as autoridades agissem contra o constrangimentos e agressões sofridas nas escolas.
Todo o treinamento com armas, assim como seus passos até o dia anteiror ao massacre, foram documentados pelo assassino. Na gravação mais recente, ele afirma que estava deixando sua residência em direção ao hotel Shelton, em Realengo, para os últimos detalhes da preparação.
Paes estuda indenizar vítimas da tragédia
O prefeito Eduardo Paes anunciou, nesta sexta-feira, que as famílias das vítimas do massacre de Realengo serão indenizadas. Para isso, ele mesmo pediu que a Procuradoria do Municío faça um estudo técnico com familiares das crianças mortas para definir valores e prazos. A ideia é que o dinheiro seja depositado o mais rápido possível como forma de amenizar os danos com a tragédia.
Foto: Divulgação
Wellington com as armas usadas para matar as crianças em Realengo | Foto: Divulgação
"Eles merecem todo o dinheiro do mundo, mas isso não vai trazer as crianças de volta", disse o prefeito, durante um evento na Cidade de Deus pela manhã. Segundo Paes, é muito justo que todas as famílias recebam indenizações, no entanto, ainda não foi definido se os jovens feridos também receberão.

Para acompanhar o pagamento dos valores, os familiares terão assistência jurídica da Defensoria do Município.
O prefeito participou da entrega de um prêmio para a comunidade da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, pela região que mais reduziu o lixo nas ruas. Com o prêmio, a comunidade será inserida no Projeto Bairro Maravilha e terá uma verba de R$ 40 milhões para investimentos em obra de saneamento básico, drenagem, asfalto e calçamento.
Foto: Divulgação
Wellington com uma arma apontada para a cabeça: depois de ser atingido por um PM durante o ataque, o criminoso se suicidou | Foto: Divulgação
Psicopata mata 12 estudantes em escola municipal

Manhã de 7 de abril de 2011. São 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.
Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano (1.801 e 1.802), antiga 7ª série. As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que remuniciava dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.

Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.

A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.

Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.

A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.

Famílias vítimas de massacre em Realengo serão indenizadas

Jornal do Brasil


Durante sua agenda oficial na manhã desta sexta-feira (15), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou que as famílias das vítimas do massacre de Realengo serão indenizadas. Ele informou que pediu que a Procuradoria do Município faça um estudo técnico com familiares das crianças mortas para definir valores e prazos para o pagamento. O dinheiro deve ser depositado o mais rápido possível, na tentativa de amenizar os danos com a tragédia.
"Sabemos que o dinheiro não vai trazer as crianças de volta", disse o prefeito, durante entrega de prêmio à comunidade pacificada Cidade de Deus, a região que mais conseguiu diminuir o lixo nas ruas. Segundo Paes, apesar de ser justo que todas as famílias recebam indenizações, ainda não foi definido se os jovens feridos também receberão o dinheiro.
A Defensoria do Município vai dar assistência jurídica às vítimas para garantir os pagamentos.
Mesmo antes das declarações de Eduardo Paes, de que as famílias devem receber dinheiro pela tragédia, a mãe da menina Mariana Rocha, 14 anos, informou que vai processar o colégio.
Durante uma reunião nesta quinta-feira (14), a mulher questionou o diretor sobre como o atirador tinha conseguido acesso à instituição de ensino, já que ela mesma já havia sido barrada. Segundo o relato da mulher, ela foi impedida de entrar no colégio quando levava uma merenda para a menina Mariana
.

Em novos vídeos, atirador de Realengo diz que bullying provocou as mortes

Rio - Tragédia em Escola

Jornal do Brasil

Numa série de cinco vídeos divulgados pela Secretaria de Segurança Pública nesta sexta-feira, o atirador Wellington Menezes de Oliveira que invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo (Zona Oeste do Rio) e matou 12 crianças, alega que ele não é o responsável pelas mortes dos alunos e por sua própria morte.
Veja o primeiro vídeo:



Para ele, os verdadeiros responsáveis são os infieis - aquelas pessoas que "covardemente" o agrediram. O assassino defende ainda que todos os que sofreram algum tipo de violência devem se unir. Ele não diz, no entanto, qual foi o tipo de violência que sofreu quando era estudante.
O assassino diz ainda, em uma das gravações obtidas pela Polícia Civil do Rio, que se preparou para o ataque em um hotel do bairro. Ele reitera, em mais de uma declaração, que as mortes foram motivadas pela agressões sofridas em sua época de estudante (bullying).
"Todos os que eu matei estariam vivos se as autoridades agissem contra os constrangimentos e agressões sofridas nas escolas", diz o atirador de Realengo.
Para consumar o massacre que era arquitetado por ele desde o ano passado, Wellington passou por um treinamento com armas. Segundo informações da Secretaria de Segurança, seus passos até o dia anterior ao massacre, foram documentados por ele. Nas imagens mais recentes, Wellington informa que estava deixando sua casa rumo ao hotel Shelton, em Realengo, para concluir sua preparação para a matança que aconteceu no último dia 7.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Em vídeo, atirador de Realengo explica motivos para ataque


Wellington Menezes de Oliveira, o atirador que atacou a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, gravou um vídeo em que fala, de maneira confusa, sobre os motivos que o levaram a cometer o ataque da última quinta-feira. O Jornal Nacional, da TV Globo, divulgou o vídeo na noite desta terça-feira.

Leia trechos do que Wellington diz no vídeo.

"A luta pela qual muitos irmãos no passado morreram, e eu morrerei, não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defenderem.

Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário, porque eu já estava planejando ir ao local para estudar, ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses. Eu fui. Eu ainda não usava barba. Eu fui para dar uma analisada.

Hoje é terça-feira. Eu fui ontem, segunda-feira (à escola). Hoje é terça, dia 5. E essa foi uma tática para não despertar atenção.

Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente, né? Eu vivo sozinho, não tenho pessoas para dar satisfação. Eu precisava ir no local (sic) e interagir com pessoas. Para não chamar atenção, eu decidi raspar a barba."

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vídeo mostra que Wellington planejava massacre desde 2010

Rio - Um vídeo caseiro feito no ano de 2010 pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira foi recuperado no HD do computador pela Polícia Civil. As imagens foram divulgadas na tarde desta quarta-feira e mostram que o ataque cruel da última quinta-feira estava sendo premeditado.

No vídeo, Wellington diz: "A maiora das pessoas me desrespeita, acha que sou um idiota, se aproveitam de minha bondade e me julgam antecipadamente. São falsas e descobrirarão quem sou da maneira mais radical.

Ainda na imagem, o assassino de 12 crianças afirma que realizará "uma ação pelos seus semelhantes". Sobre os seus "iguais", ele diz que "são humilhados, agredidos, desrespeitados, em vastos locais, principalmente em escolas, pelo fato de serem diferentes. de não fazerem parte do grupo dos infieis, dos falsos, dos corruptos, dos maus, são humilhados por serem bons".
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Corpo no IML

O corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira completou seis dias no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro. O corpo foi encaminhado ao IML na última quinta-feira, depois de ser retirado da escola em Realengo onde morreu. Até o momento, nenhum parente compareceu ao IML para fazer a identificação do corpo e liberá-lo para o enterro. Caso ninguém libere o corpo nos próximos nove dias, Wellington será enterrado como indigente.
Psicopata mata 12 estudantes em escola municipal

Manhã de 7 de abril de 2011. São 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos. 

Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano (1.801 e 1.802), antiga 7ª série. As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que remuniciava dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.

Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.

A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.

Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.

A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

È virou moda!!!!Quatro dias após massacre, ex-aluno ameaça atirar em estudantes em Campos





Rio - Quatro dias após o massacre em Realengo, na Zona Oeste, um ex-aluno de uma escola municipal de Campos dos Goytacazes, no norte do Estado, ameaçou atirar em estudantes e na diretora da instituição. Segundo a Polícia Militar, uma viatura da corporação foi enviada à Escola Municipal Fernando de Andrade, no distrito de Guarus, para atender à ocorrência.

De acordo com a PM, o ex-aluno entrou na escola no início da manhã e teria feito ameaças à diretora da unidade. Em seguida, deixou o prédio dizendo que iria em casa buscar uma arma para atirar contra os estudantes.

Por precaução, a diretora acionou a Polícia Militar, que enviou uma viatura para o local. Até as 11h15, o suspeito - cuja identidade não foi divulgada - não havia sido localizado.
Psicopata mata 12 estudantes em colégio municipal

Manhã de 7 de abril de 2011. São 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.

>> FOTOGALERIA: Vizinhos e amigos homenageiam as vítimas na escola

Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano (1.801 e 1.802), antiga 7ª série. As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que remuniciava dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.

Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.

A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.

Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.

A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.

Rio: 674 famílias de alunos recebem visitas socioassistenciais