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terça-feira, 12 de abril de 2011

Mubarak é transferido para UTI após sofrer ataque cardíaco, diz agência


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DE SÃO PAULO
Onda de RevoltasO ex-ditador egípcio Hosni Mubarak foi internado na UTI (unidade de tratamento intensivo) de um hospital no balneário de Sharm el Sheikh, na região do mar Vermelho, pouco depois de sofrer um ataque cardíaco, informou a agência oficial Mena.
De acordo com a rede de TV estatal, ele sofreu um ataque cardíaco durante interrogatório realizado por promotores que investigavam denúncias de corrupção e de abuso, o que levou à sua internação em um hospital nesta terça-feira
Anteriormente, fontes governamentais já haviam informado que Mubarak havia sido internado em um hospital do balneário egípcio de Sharm el Sheikh, no mar Vermelho. No entanto, havia também suspeitas de que o ex-ditador possa ter usado a internação como subterfúgio para evitar a audiência desta terça-feira.
Amr Nabil-8.fev.2011/AP
Aos 82 anos, Hosni Mubarak renunciou ao comando do Egito após três décadas à frente da ditadura no país
Aos 82 anos, Hosni Mubarak renunciou ao comando do Egito após três décadas à frente da ditadura no país
Mubarak enfrentou vários problemas de saúde nos últimos anos, e rumores sobre seu estado de saúde eram comuns quando ele ainda estava no poder.
Deposto por uma revolução no dia 11 de fevereiro, ele havia dito que "morreria pelo Egito" quando falou ao país de 80 milhões de habitantes, pouco depois de renunciar após intensas manifestações em todo o país.
Pouco antes do fim de seu governo, ele passou por uma cirurgia de vesícula biliar na Alemanha em 2010, e houve indícios de que suas condições de saúde estavam em deterioração.
No domingo (10), após a Justiça determinar a necessidade de um interrogatório, Mubarak rejeitou ter contas bancárias no exterior e denunciou as tentativas de macular sua imagem com notícias sobre sua suposta fortuna e de sua família.
As declarações de Mubarak aparecem em um vídeo divulgado pela rede emirati de televisão Al Arabiya, feita na véspera em Sharm el Sheikh, cidade em que o ex-ditador se encontra em prisão domiciliar desde que deixou o poder.
"Sofri muito e ainda sofremos, minha família e eu, pelas campanhas injustas e as alegações inválidas com o objetivo de difamar a mim e a meu histórico militar e político", declarou Mubarak.
Esta é a primeira declaração de Mubarak desde a renúncia. "Aceito apresentar qualquer documento ou assinatura que permita à Procuradoria Geral, mediante o Ministério de Relações Exteriores, entrar em contato com os ministérios de todos os países do mundo para confirmar o acordo que temos minha esposa e eu para revelar qualquer conta nossa no exterior desde que tornasse essa investigação pública, militarmente e politicamente", afirmou.
INTERROGATÓRIO
O procurador-geral egípcio, Abdel Meguid Mahmoud, ordenou neste domingo (10) o interrogatório de Mubarak e seus dois filhos a partir das denúncias que os acusam de seu suposto envolvimento em ataques a manifestantes e em desvio de fundos.
Segundo informações da agência oficial de notícias Mena, as denúncias judiciais acusam Mubarak e seus filhos de estar envolvidos nos ataques contra os manifestantes durante os protestos pacíficos que explodiram em 25 de janeiro, assim como de abuso de poder e conseguir comissões e benefícios econômicos.
PROTESTOS
Ontem, mais de 1.000 manifestantes ignoraram a ordem do Exército para deixar a praça Tahrir, no Cairo, estendendo pelo terceiro dia seus protestos por uma mudança rápida para um governo civil e punições para oficiais corruptos.
Os manifestantes gritaram "revolução" e brandiram um retrato do marechal Mohamed Hussein Tantawi, que lidera o conselho militar que hoje governa o Egito, após a queda do presidente Hosni Mubarak.
" O que queremos é um conselho civil", dizia uma faixa dos manifestantes.
Também no domingo as autoridades egípcias determinaram a prisão preventiva por 15 dias do ex-primeiro-ministro Ahmed Nazif, informou a emissora de televisão estatal.
As investigações estão relacionadas ao suposto superfaturamento na compra de placas de metal de uma empresa alemã pelo Ministério do Interior egípcio no valor de 92 milhões de libras (cerca de US$ 16 milhões).

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Representante da UA diz que Kadhafi aceitou 'mapa do caminho' para paz

Em missão da União Africana, presidentes se reuniram com ditador líbio.
Segundo Zuma, da África do Sul, Líbia aceitou projeto para cessar-fogo.

Do G1, com agências internacionais
Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, após reunião com Kadhafi (Foto: Reuters) 
Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, após
reunião com Kadhafi (Foto: Reuters)
O governo do coronel Muamar Kadhafi aceitou o "mapa do caminho" proposto pela União Africana (UA) como saída pacífica para o conflito na Líbia, declarou neste domingo (10) o presidente sul-africano, Jacob Zuma.
"A delegação do irmão líder (Kadhafi) aceitou o mapa do caminho que lhe apresentamos", disse o presidente em uma breve declaração aos jornalistas na residência Bab Al Aziziya do ditador líbio, em Trípoli.

"A solução proposta será detalhada em um comunicado", acrescentou, sem precisar quando o texto será divulgado. "Este comunicado vai pedir que a Otan cesse seus bombardeios (na Líbia) com o objetivo de dar uma oportunidade de um cessar-fogo", completou.
Zuma explicou que outros "compromissos" o obrigavam a deixar a Líbia na noite deste domingo, mas afirmou que já havia sido concluída a reunião de várias horas entre a delegação africana e o regime líbio.
Outros membros da delegação passarão a noite em Trípoli e viajarão na segunda-feira (11) para Benghazi, "capital" dos rebeldes, situada a mil quilômetros a leste de Trípoli, para tentar convencer a insurreição a depor armas.
Muammar Kadhafi acena para as câmeras neste domingo (10), em primeira aparição à imprensa internacional depois de semanas (Foto: Louafi Larbi/Reuters)Muammar Kadhafi acena para as câmeras neste domingo (10), em primeira aparição à imprensa internacional depois de semanas (Foto: Louafi Larbi/Reuters)
A iniciativa parece delicada, já que os líderes da rebelião rejeitam qualquer cessar-fogo que implique na manutenção de Kadhafi ou seus filhos no poder.
Além de Jacob Zuma, compunham a delegação da UA seus colegas Amadou Toumani Touré (Mali), Mohamed Ould Abdel Aziz (Mauritânia) e Denis Sassou Nguesso (Congo), bem como o ministro ugandês das Relações Exteriores, Henry Oryem Okello.
Reunidos no dia anterior na cidade de Nouakchott, os mediadores haviam reiterado os objetivos de sua missão: "término imediato de todas as hostilidades", envio de ajuda humanitária e abertura de um diálogo entre o regime e a insurreição.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Repressão a protestos antigoverno mata ao menos 17 em cidade da Síria

Manifestantes foram baleados em Deraa, segundo ativistas e testemunhas.
TV estatal afirmou que 19 policiais foram mortos na cidade.


Pelo menos 17 pessoas foram mortas a tiros nesta sexta-feira (8) pelas forças de segurança em Deraa, no sul da Síria, segundo militantes e testemunhas. Várias pessoas ficaram feridas, segundo as fontes
Integrantes das forças de segurança à paisana atiraram para dispersar um grupo de manifestantes antigoverno nesta cidade, situada a 120 km ao sul da capital, Damasco.

A agência oficial SANA afirmou que "vândalos" atacaram a multidão, que protestava contra o governo.
Mais tarde, a TV estatal afirmou que 19 policiais morreram e 75 ficaram feridos após terem sido atacados por "grupos armados".

segunda-feira, 4 de abril de 2011

EUA levantam sanções contra chanceler que desertou na Líbia

Mussa Kussa abandonou o governo de Kadhafi e fugiu para o Reino Unido.
Líbio disse que deixou o regime por não concordar com agressão a civis.

Do G1, com agências internacionais
Os EUA levantaram as sanções econômicas contra o ex-chanceler líbio Mussa Kussa, que renunciou na semana passada e era afetado pelas sanções contra o regime de Trípoli, anunciou nesta segunda-feira (4) o Departamento do Tesouro.
Kussa "cortou os vínculos que o uniam ao regime de Kadhafi e hoje os Estados Unidos levantam as sanções contra ele", publicou o Tesouro em seu site.
A Casa Branca afirmou na quinta-feira que a deserção de Kussa, confirmada nesse mesmo dia por Trípoli, foi "um duro golpe" para o ditador Muammar Kadhafi e indica que a equipe que cerca o coronel não acredita mais em seu governo, sob ataque de rebeldes oposicionistas e de uma coalizão de países liderados pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
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Mussa fugiu para o Reino Unido, com o argumento de que não concordava mais com as agressões do regime a civis.