Em missão da União Africana, presidentes se reuniram com ditador líbio.
Segundo Zuma, da África do Sul, Líbia aceitou projeto para cessar-fogo.
Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, após
reunião com Kadhafi (Foto: Reuters)
O governo do coronel Muamar Kadhafi aceitou o "mapa do caminho" proposto pela União Africana (UA) como saída pacífica para o conflito na Líbia, declarou neste domingo (10) o presidente sul-africano, Jacob Zuma.reunião com Kadhafi (Foto: Reuters)
"A delegação do irmão líder (Kadhafi) aceitou o mapa do caminho que lhe apresentamos", disse o presidente em uma breve declaração aos jornalistas na residência Bab Al Aziziya do ditador líbio, em Trípoli.
Zuma explicou que outros "compromissos" o obrigavam a deixar a Líbia na noite deste domingo, mas afirmou que já havia sido concluída a reunião de várias horas entre a delegação africana e o regime líbio.
Outros membros da delegação passarão a noite em Trípoli e viajarão na segunda-feira (11) para Benghazi, "capital" dos rebeldes, situada a mil quilômetros a leste de Trípoli, para tentar convencer a insurreição a depor armas.
Além de Jacob Zuma, compunham a delegação da UA seus colegas Amadou Toumani Touré (Mali), Mohamed Ould Abdel Aziz (Mauritânia) e Denis Sassou Nguesso (Congo), bem como o ministro ugandês das Relações Exteriores, Henry Oryem Okello.
Reunidos no dia anterior na cidade de Nouakchott, os mediadores haviam reiterado os objetivos de sua missão: "término imediato de todas as hostilidades", envio de ajuda humanitária e abertura de um diálogo entre o regime e a insurreição.
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