Publicidade
APU GOMES
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
A Folha obteve a gravação (veja baixo) com rebeldes no necrotério do hospital Jala, em Benghazi, no leste da Líbia, no último dia 22 de março.
O vídeo de 29s mostra uma coluna de peças de artilharia BM-21 Grad (lança-foguetes em cima de caminhões, de fabricação russa) posicionadas no deserto líbio disparando contra rebeldes.
São feitos dezenas de lançamentos de foguetes, indicando ataque por saturação (quando uma área e não um alvo específico é atacado).
Segundo um insurgente que pediu para ficar no anonimato, ele foi gravado dias antes na retaguarda das forças de Gaddafi, por celular.
Não há informações sobre a data e o local de gravação, mas os rebeldes suspeitam que tenha sido registrado antes do início dos ataques aéreos da coalizão aliada, em 19 de março.
Isso porque a artilharia estava posicionada em campo aberto no deserto --um alvo que seria fácil para aviões.
O autor é um militar leal ao ditador que foi morto em combate. O corpo dele foi resgatado na linha de frente rebelde e levado a Benghazi.
Não há uma regra entre os rebeldes sobre o que fazer com os corpos dos inimigos. Alguns são enterrados no próprio campo de batalha e outros, levados para o necrotério da cidade.
O celular com o vídeo foi achado no bolso da farda do militar no necrotério. Um funcionário do hospital que acompanhava os rebeldes também procurou a reportagem para exibir sacos com restos mortais de seus colegas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por postar sua opinião nossa equipe agradece.