Na Pajero do PM, agentes também encontraram R$ 32 mil, munição e gás de pimenta
Rio - O sargento PM e diretor de Carnaval da Portela, Marcos Vieira Souza, o Falcon, e seus três seguranças foram presos ontem por agentes da Corregedoria da Polícia Civil (Coinpol) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Na mala do carro do policial, uma Pajero blindada, foram encontrados quatro pistolas, garrucha, carregadores, mais de 100 munições, entre elas de fuzil, silenciador, faca, gás de pimenta, taco de beisebol e R$ 32 mil em espécie.
Marcos Vieira, o Falcon, foi levar acusado de integrar milícia para se apresentar na Draco e acabou na cadeia | Foto: André Luiz Mello / Agência O Dia
Havia ainda Registro de Ocorrência da Divisão de Homicídios sobre a morte de Janderson Martins dos Santos, em abril de 2010. O acusado do crime seria homem identificado como Castelo, que trabalharia para o PM. Falcon foi à Draco-IE, que fica no mesmo prédio da Coinpol, na Gamboa, acompanhar Paulo Ferreira Júnior, o Paulinho do Gás, foragido da Justiça, sob a acusação de integrar a milícia do vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, preso quarta-feira na operação Blecaute.
“Ele disse que o Paulinho não tinha relação com a milícia do Deco”, afirmou o delegado da Draco-IE, Jayme Berbat.
No local, um dos três seguranças de Falcon ostentava pistola, o que chamou a atenção dos agentes. Abordado, ele disse que não tinha porte de arma. “Ele vir na porta da Corregedoria é contar com a certeza da impunidade”, indignou-se o corregedor Gilson Emiliano.
Falcon e os três seguranças foram presos sob acusação de porte ilegal de armas e munição de uso restrito e formação de quadrilha. Paulinho também responderá pelos mesmos crimes. Falcon e Deco devem ser transferidos para presídio no Mato Grosso do Sul.
“Ele disse que o Paulinho não tinha relação com a milícia do Deco”, afirmou o delegado da Draco-IE, Jayme Berbat.
No local, um dos três seguranças de Falcon ostentava pistola, o que chamou a atenção dos agentes. Abordado, ele disse que não tinha porte de arma. “Ele vir na porta da Corregedoria é contar com a certeza da impunidade”, indignou-se o corregedor Gilson Emiliano.
Falcon e os três seguranças foram presos sob acusação de porte ilegal de armas e munição de uso restrito e formação de quadrilha. Paulinho também responderá pelos mesmos crimes. Falcon e Deco devem ser transferidos para presídio no Mato Grosso do Sul.
Marcos 'Falcon', na foto ao lado de Vânia Love, prometeu colocar ordem na escola | Foto: Divulgação
Falcon alegou que só queria colaborar com a polícia. “Não sou amigo do Paulinho. O material encontrado no carro é dele”, disse o PM, que passou pela Coordenadoria de Recursos Especiais e Delegacia Antissequestro, e já recebeu três promoções por bravura. Há informação de que ele seria chefe de pontos de segurança de milícia em Cascadura e Oswaldo Cruz.
Acusada de integrar a milícia de Deco, que dominaria 13 comunidades em Campinho, Quintino e Jacarepaguá, a presidente da Associação de Moradores do Mato Alto e Bateau Moche, Maria Ivonete Santana Madureira, a Nenete, se entregou ontem à polícia, segundo ela, por orientação do vereador Stepan Nercessian (PPS), e negou participar do bando.
Funcionários de Deco serão convocados
Vinte funcionários do gabinete do vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, serão convocados a depor na Draco-IE. Os nomes estavam em lista apreendida no gabinete do vereador. Ao lado de cada um deles, havia valores salariais de R$ 3.700 a R$ 9 mil e montantes retidos no total de R$ 40 mil, em fevereiro. Segundo a polícia, alguns valores retidos chegavam a 100%. “Vamos investigar se eles eram funcionários ou fantasmas”, afirmou o delegado Jayme Berbat.
Outro detalhe que chamou a atenção é o fato de alguns nomes estarem relacionados a deputada federal Liliam Sá. Foi no lugar da parlamentar que Deco assumiu a vaga na Câmara.
Em Magé, falso policial agride guarda e é descoberto
Em duas ações distintas, no Rio e na Baixada Fluminense, a Polícia Civil predeu dois homens acusados de participação em milícias e suspeitos de vários homicídios. O caso mais inusitado aconteceu em Magé, onde os agentes 66ªDP (Piabetá) prenderam, na noite de quarta-feira, um falso policial civil que integraria a Liga da Justiça, de Campo Grande. David Lobato Cardoso estava com uma pistola, agrediu um guarda municipal e se apresentou como inspetor. Sua carteira trazia o número da matrícula do policial Carlos Eduardo Ferreira, morto em 2007.
David estava numa feijoada na Praça de Piabetá quando viu um guarda municipal aplicando multas nos carros que estavam estacionados irregularmente. Ele passou a ofender e teria desferido uma coronhada no guarda. A confusão foi parar na delegacia.
Na distrital, o delegado Carlos Quelotti determinou que se fizesse uma apuração sobre a atuação dele dentro da polícia e descobriu a farsa. Contra David, havia três mandados de prisão.
Já em Honório Gurgel, Zona Norte da cidade, a Divisão de Homicídios (DH) capturou o ex-policial militar Maurício Alves de Oliveira, acusado de chefiar a milícia da comunidade da Eternit, no mesmo bairro. Ele é suspeito de, no dia 27 de março, ter executado a tiros o jovem Diego Dantas do Nascimento, 20.
Com ele foram apreendidos uma pistola, munição e dois carregadores. Segundo o delegado Felipe Ettore, há outras duas investigações de homicídios que apontam Maurício como suspeito: “A prisão dele foi decretada agora, e vamos dar continuidade nos outros inquéritos”, afirmou.
Acusada de integrar a milícia de Deco, que dominaria 13 comunidades em Campinho, Quintino e Jacarepaguá, a presidente da Associação de Moradores do Mato Alto e Bateau Moche, Maria Ivonete Santana Madureira, a Nenete, se entregou ontem à polícia, segundo ela, por orientação do vereador Stepan Nercessian (PPS), e negou participar do bando.
Funcionários de Deco serão convocados
Vinte funcionários do gabinete do vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, serão convocados a depor na Draco-IE. Os nomes estavam em lista apreendida no gabinete do vereador. Ao lado de cada um deles, havia valores salariais de R$ 3.700 a R$ 9 mil e montantes retidos no total de R$ 40 mil, em fevereiro. Segundo a polícia, alguns valores retidos chegavam a 100%. “Vamos investigar se eles eram funcionários ou fantasmas”, afirmou o delegado Jayme Berbat.
Outro detalhe que chamou a atenção é o fato de alguns nomes estarem relacionados a deputada federal Liliam Sá. Foi no lugar da parlamentar que Deco assumiu a vaga na Câmara.
Em Magé, falso policial agride guarda e é descoberto
Em duas ações distintas, no Rio e na Baixada Fluminense, a Polícia Civil predeu dois homens acusados de participação em milícias e suspeitos de vários homicídios. O caso mais inusitado aconteceu em Magé, onde os agentes 66ªDP (Piabetá) prenderam, na noite de quarta-feira, um falso policial civil que integraria a Liga da Justiça, de Campo Grande. David Lobato Cardoso estava com uma pistola, agrediu um guarda municipal e se apresentou como inspetor. Sua carteira trazia o número da matrícula do policial Carlos Eduardo Ferreira, morto em 2007.
David estava numa feijoada na Praça de Piabetá quando viu um guarda municipal aplicando multas nos carros que estavam estacionados irregularmente. Ele passou a ofender e teria desferido uma coronhada no guarda. A confusão foi parar na delegacia.
Na distrital, o delegado Carlos Quelotti determinou que se fizesse uma apuração sobre a atuação dele dentro da polícia e descobriu a farsa. Contra David, havia três mandados de prisão.
Já em Honório Gurgel, Zona Norte da cidade, a Divisão de Homicídios (DH) capturou o ex-policial militar Maurício Alves de Oliveira, acusado de chefiar a milícia da comunidade da Eternit, no mesmo bairro. Ele é suspeito de, no dia 27 de março, ter executado a tiros o jovem Diego Dantas do Nascimento, 20.
Com ele foram apreendidos uma pistola, munição e dois carregadores. Segundo o delegado Felipe Ettore, há outras duas investigações de homicídios que apontam Maurício como suspeito: “A prisão dele foi decretada agora, e vamos dar continuidade nos outros inquéritos”, afirmou.
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