"A CPI (das Milícias) ajudou a mudar visão da população sobre as milícias, mudou esse cenário e indiciou 225 pessoas. Isso provocou um incômodo muito grande, mas parece que o poder público ainda acredita que as milícias são um problema menor no Rio de Janeiro", afirmou.
O deputado acrescentou que hoje a cidade conta com mais de 300 áreas de milícia, comparadas com as 171 que foram registradas até dezembro de 2008.
Freixo, que presidiu a CPI das milícias em 2008, revela que já foi, inclusive confrontado por Deco.
"Teve um momento em que fui apresentar o relatório da CPI na Câmara de vereadores, ele estava na sala e disse que queria me dar um soco na cara. É lamentável que uma pessoa ligada à milícia tenha chegado a vereador, vamos ver se a Câmara agora vai ter coragem de cassar o mandato do Deco, agora que ele está preso".
"Eu não posso conviver com um deputado que era representante do crime organizado e achar que isso é normal", acrescentou.
Para Marcelo Freixo, é preciso que a prefeitura e o governo do estado cheguem às áreas de milícia.
"Se o estado permanecer omisso, alguém vai tomar o lugar do Deco. É um negócio extremamente lucrativo. A milícia vive do fornecimento ilegal de gás, gatonet e transporte de vans nessas áreas. Se o poder público não cortar deles o domínio do gás, da van, do "gatonet", eles vão continuar crescendo, mesmo com seus líderes presos".
Segundo o deputado, em 2008, o faturamento dos milicianos com o transporte de vans chegava a R$ 170 mil por dia.
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