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sábado, 16 de julho de 2011

Japão interromperá atividade de mais um reator nuclear neste sábado



Apenas 18 reatores seguirão em funcionamento no país.
Governo pediu a empresas e cidadãos que economizem 15% de energia.

Da EFE
A Kansai Electric Power Company (Kepco), operadora da usina nuclear japonesa de Ohi, anunciou neste sábado (16) que interromperá temporariamente as atividades da unidade 1 da central para reparar um problema técnico. Com isso, apenas 18 reatores seguirão em funcionamento no Japão o que reduzi ainda mais a provisão elétrica no país.
A unidade, que será paralisada manualmente por volta das 21h locais (9h de Brasília) e para a qual não se deu uma data de reativação, é uma das 19 que permanecem em operação no Japão depois que o terremoto e o tsunami de 11 de março danificaram seriamente a central de Fukushima.
A Kepco informou que a medida complica ainda mais a situação da provisão elétrica no Japão, mas decidiu interromper a atividade do reator depois que, na noite de sexta-feira (15) o sistema que injeta água para refrigerar o reator registrou perda de pressão.
Apesar da pressão ter se estabilizado uma hora depois e de a Agência de Segurança Nuclear informar que o problema técnico não representa uma ameaça para os arredores da usina, a companhia decidiu paralisar a unidade para revisá-la.
Além disso, na próxima semana a Kepco interromperá temporariamente o reator 4 da usina de Takahama e também o 4 de Ohi, com o que ficarão operacionais apenas 16 das 54 unidades do Japão, um país que antes da crise nuclear obtinha 30% de sua energia a partir da fissão atômica.
A maior parte dos municípios que abrigam os reatores paralisados por revisões rotineiras ou por precaução após o desastre de 11 de março e o início da crise em Fukushima, se opõe a sua reativação até que sua segurança seja garantida.
Por isso, o governo japonês anunciou em 11 de julho que condicionará a reabertura dos reatores paralisados a testes de resistência que permitirão avaliar sua capacidade de resistir a desastres naturais de grande magnitude.
O Executivo e as elétricas pediram a empresas e cidadãos que economizem 15% de eletricidade durante o verão, a época de maior consumo.
Efeitos da radiação nuclear sobre a saúde humana (Foto: Arte/G1)Arte / G1
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domingo, 17 de abril de 2011

Operadora espera começar a esfriar reatores de Fukushima em 3 meses


Estabilização completa deve levar entre 6 e 9 meses.
Anúncio foi feito neste domingo (17) pelo presidente da Tepco.

A empresa japonesa Tokyo Electric Power (Tepco) informou neste domingo (17) que os reatores danificados da usina nuclear de Fukushima e as piscinas de combustível nuclear serão resfriados em um prazo de três meses, apesar de sua estabilização completa levar entre seis e nove meses. O complexo foi danificado após o terremoto do dia 11 de março.
O presidente de honra da companhia, Tsunehisa Katsumata, apresentou seu plano para encerrar a crise na unidade, cujos reatores ficaram sem sistema de refrigeração por causa do devastador tsunami, que seguiu ao terremoto, mês após terremoto no Japão
O plano estabelece dois períodos, um primeiro de três meses no qual os reatores nucleares e as piscinas de combustível usado poderão ser esfriados. Em uma segunda etapa, de entre seis e nove meses, os reatores serão estabilizados totalmente, de acordo com a Tepco.
"Calculamos que serão necessários três meses para que o nível de radiação comece a baixar", explicou Tsunehisa Katsumata, presidente da Tepco. "Depois de terminar esta primeira etapa, serão necessários ainda mais seis meses antes que possamos reduzir os vazamentos radioativos a um nível bem baixo, diminuindo a temperatura dos reatores", acrescentou.
A empresa afirma que esta segunda etapa procurará "apagar a frio" os reatores para permitir aos técnicos que intervenham na central.
Imagem mostra a parte superior do reator nuclear (amarelo) no edifício do quarto reator de Fukushima. (Foto: Reuters/Tokyo Electric Power Co/Handout)Imagem mostra a parte superior do reator nuclear (amarelo) no edifício do quarto reator de Fukushima. (Foto: Reuters/Tokyo Electric Power Co/Handout)
Para o ministro do Comércio e Indústria, Banri Kaieda, este plano de ação servirá para passar da atual fase de emergência para a de estabilização.
As autoridades pressionam a Tepco há vários dias para que a empresa apresente um calendário preciso, mais de um mês depois que o terremoto de magnitude 9. Os sistemas de esfriamento deixaram de funcionar, provocando explosões e vazamentos radioativos.
Cerca de 60 mil toneladas de água altamente radioativa impedem que os técnicos ingressem nas instalações para restabelecer o fornecimento de eletricidade das bombas de água.
As autoridades do Japão situaram em 12 de abril o acidente nuclear de Fukushima no mesmo nível de gravidade que o de Chernobyl, apesar de garantirem que as emissões radioativas eram, no momento, inferiores às da central da Ucrânia que explodiu em abril de 1986.
Níveis de radiação - Fukushima 7 (Foto: Arte/G1)
(*) Com informações das agências de notícias Efe e France Presse.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Reconstrução do Japão após terremoto pode custar mais de R$ 445 bilhões

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DA EFE, EM TÓQUIO
Tragédia no Japão O governo e as empresas do Japão começaram a acertar os detalhes de um plano de reconstrução após o terremoto e posterior tsunami do dia 11 de março que poderá custar mais de 200 bilhões de euros [R$ 445 bilhões].
A intenção do governo é aprovar o mais rápido possível um primeiro orçamento de 4 trilhões de ienes (cerca de 33 bilhões de euros) para começar uma gigantesca reconstrução no litoral nordeste do país após o terremoto de magnitude 9 ocorrido há um mês.
As prioridades serão os trabalhos de remoção de escombros de uma região que abrange mais de 600 quilômetros, as primeiras ajudas para normalizar a vida dos refugiados, a construção de 70 mil casas e a reconstrução da economia local, que enfrenta sério risco de colapso.
Para definir ainda mais um programa de reconstrução que terá uma escala recorde, o governo japonês criou nesta segunda-feira um conselho de especialistas que inclui professores universitários, empresários e arquitetos como Tadao Ando para que, por volta de junho, apresente propostas em áreas como urbanismo e geração de empregos.
Alguns políticos acreditam que a primeira fase da reconstrução precisará, além disso, de três orçamentos adicionais até atingir a marca de 10 trilhões de ienes (81,7 bilhões de euros).
Para o Japão, a catástrofe natural aconteceu em um momento especialmente delicado, quando a economia começava a se recuperar e lutava para reduzir o perigo latente de sua grande dívida pública, que dobra em valor o Produto Interno Bruto (PIB).
O problema de confeccionar um novo orçamento sem emitir dívida forçará o país a mudar várias despesas, como a contribuição à previdência, e a repensar uma parte das políticas do governo do Partido Democrático de Naoto Kan.
Para ajudar no financiamento das empresas que precisarão de milionários fundos para reconstruir seus negócios, o Banco do Japão (BOJ) aprovou na quinta-feira um programa de empréstimos de emergência no valor de 1 trilhão de ienes (8,178 bilhões de euros).
Além das pequenas e médias empresas de grande importância nas províncias mais afetadas (Fukushima, Miyagi e Iwate), as grandes multinacionais japonesas estão trabalhando para restabelecer o funcionamento de suas fábricas nessas regiões o mais rápido possível.
FÁBRICAS
Companhias como Nissan, Sony e Kirin tiveram que interromper suas operações em algumas fábricas devido ao terremoto, e algumas não sabem quando poderão retomar suas atividades, outro motivo de preocupação para os trabalhadores da região.
Além do dano direto em suas instalações, as empresas enfrentam um período de escassez energética pelo pausa brusca em algumas das usinas nucleares e de outros tipos no nordeste do Japão.
Alguns exportadores que trabalham em regiões próximas ao complexo de Fukushima estão realizando revisões de radiação em seus produtos para acabar com os receios de consumidores. Ao mesmo tempo, o governo analisa os níveis de radioatividade nos portos do Japão para evitar que os produtos que por ele passarem sejam rechaçados em portos estrangeiros.
O país prometeu compensar, através de uma seguradora pública, os exportadores que forem afetados pelo aumento dos níveis de radiação ou rumores que prejudiquem suas vendas.
As emanações da central de Fukushima prejudicam também pescadores, agricultores e criadores de gado de várias províncias no centro do Japão, e por isso o governo previsivelmente terá que dedicar muitos fundos durante um longo tempo para se recuperar de seu maior desastre desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Editoria de Arte/Folhapress

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sobe para quatro o número de mortos em novo terremoto no Japão



TÓQUIO - Um forte tremor voltou a assustar os moradores da costa nordeste do Japão, devastada pela catástrofe de 11 de março, deixando quatro mortos, 100 feridos e gerando ainda mais preocupação em relação às centrais nucleares - mas, felizmente, a central de Fukushima não foi afetada.
O sismo de magnitude 7,1, a réplica mais intensa do terremoto seguido de tsunami de 11 de março, que provocou mais de 27.000 mortos e desaparecidos, também foi sentido na capital, Tóquio.
O terremoto ocorreu às 23H32 (14H32 GMT) a uma profundidade de 49 km, segundo o Instituto de Geofísica americano (USGS). O epicentro foi situado no Oceano Pacífico, 66 km a leste da cidade de Sendai (província de Miyagi).
Um alerta de tsunami foi divulgado imediatamente após o tremor nos arredores da cidade de Sendai, mas acabou cancelado após uma hora e meia sem que ondas anormais tenham sido registradas na costa.
Duas mulheres, de 83 e 63 anos, e dois homens, de 79 e 85, perderam a vida, enquanto mais de uma centena de pessoas ficaram feridas nas províncias de Miyagi e Yamagata, segundo as autoridades e a agência Jiji Press.
"Foi realmente assustador", disse Kazuyuki Shiroiwa, morador de Kitakami. "Senti o mesmo medo de um mês atrás. Estou farto de terremotos".
Os japoneses do nordeste vivem com os nervos à flor da pele há um mês, ao longo do qual centenas de réplicas foram registradas na região, após o terremoto mais forte da história do Japão, de magnitude 9.
Como muitos habitantes de Kitakami, Shiroiwa tentava comprar comida, água e baterias nesta sexta-feira em uma longa fila. Poucas lojas estão abertas, em uma cidade que ainda está sem energia elétrica.
O tremor de quinta-feira deixou três milhões de casas sem luz e voltou a causar transtornos nos transportes ferroviários, paralisando algumas linhas de trem de alta velocidade Shinkasen.
Uma série de "anomalias" foram detectadas na central nuclear de Onagawa, em Miyagi: a água da piscina de combustível usado de dois reatores transbordou, mas felizmente pouca água foi derramada. Além disso, o nível de radiação é muito inferior aos limites permitidos, segundo a Tohoku Electric Power, que opera a usina.
Na central de Fukushima Daiichi (N°1), situada mais ao sul, onde uma grave crise teve início após o terremoto de 11 de março, o tremor de quinta-feira não provocou danos, segundo a Tokyo Electric Power (Tepco) - que, entretanto, chegou a evacuar os técnicos que trabalhavam na usina por precaução depois do sismo.
Nesta sexta-feira, os trabalhadores continuam injetando nitrogênio no reator 1 de Fukushima para impedir uma explosão de hidrogênio.
A operação, que começou na quinta, deve durar seis dias, de acordo com a Tepco, que em seguida fará o mesmo nos reatores 2 e 3.
Quatro semanas após a catástrofe de março, a crise nuclear mais grave desde o acidente de Chernobyl, em 1986, ainda está longe de ser solucionada.
Segundo o NHK, escapamentos de gás e inundações foram observadas em algumas partes da cidade de Sendai.
A agência de notícias Jiji relatou cinco incêndios e 13 escapamentos de gás na cidade. A China declarou-se preocupada nesta sexta-feira com o vazamento de água radioativa da usina nuclear, pedindo ao Japão que proteja o meio marinho.