DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Após o fracasso das negociações entre republicanos e democratas a respeito do novo orçamento nacional, os EUA enfrentam o risco de uma paralisação dos serviços federais a partir deste sábado. A Casa Branca e o Congresso americano têm até a meia-noite desta sexta-feira para alcançar um acordo, caso contrário, os serviços não essenciais da administração deverão fechar --o que terá graves consequências sobre uma economia que ainda está se recuperando de sua pior crise desde os anos 1930. Os republicanos insistem em um corte de US$ 39 bilhões [R$ 61 bilhões], enquanto os democratas aceitam eliminar US$ 34,5 bilhões [R$ 53 bilhões].
Ambos os partidos dizem que tentam evitar a paralisação, que deixaria em torno de 800 mil funcionários federais com salários suspensos, além de causar o fechamento de parques públicos, museus, bibliotecas e monumentos. Locais turísticos como a Estátua da Liberdade e a prisão de Alcatraz ficariam fechados, ameaçando a lucrativa indústria do turismo americano com prejuízos de até US$ 32 milhões [R$ 50 milhões] por dia.
Além de grandes parques como o Yellowstone, Grand Canyon e Monument Valley, importantes museus como o Smithsonian, em Washington D.C., e locais turísticos em grandes cidades como Nova York ficariam fechados.
Pelo menos 17 mil funcionários dos parques nacionais podem ficar em desemprego técnico, com apenas 2.000 garantindo a segurança.
Outros 15 mil assalariados de empresas terceirizadas, como hotéis e restaurantes, estarão, também, em desemprego técnico, segundo Barna.
A última paralisação motivada por uma falta de acordo entre os dois partidos ocorreu há 15 anos, entre 16 de dezembro de 1995 e 6 de janeiro de 1996.
Caso a paralisação de fato ocorra, serviços como defesa nacional, emergências médicas e controle aéreo devem continuar em funcionamento. O Exército também continuará a atuar, mas os salários seriam atrasados porque o governo não teria fundos de imediato para pagar os militares.
Além disso, causaria o atraso na restituição do imposto de renda de cerca de 30% dos americanos, que fizeram a declaração de renda via correio. Os cidadãos que optaram por fazer as declarações on-line receberiam a restituição dentro do prazo previsto.
Entre outras consequências, também ficariam suspensas as aprovações de empréstimos para comércios de pequeno porte, assim como os empréstimos da Administração Federal de Moradia para a aquisição de imóveis.
IMPASSE
Nesta quinta-feira, o presidente americano, Barack Obama, e seu vice-presidente, Joe Biden, receberam o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, e o chefe da maioria democrata no Senado, Harry Reid, para tentar alcançar um acordo sobre as medidas que regem o Orçamento para o restante do exercício de 2011, que termina em 30 de setembro. A reunião na Casa Branca, no entanto, terminou sem sucesso.
A divergência sobre o Orçamento é o maior teste político para os dois partidos desde que os republicanos assumiram o poder na Câmara e obtiveram grandes ganhos no Senado nas eleições do ano passado, com promessas de cortar gastos governamentais e reduzir o tamanho do governo federal.
Obama prometeu manter os negociadores trabalhando até chegarem a um acordo sobre o Orçamento para o restante do ano fiscal, que termina no dia 30 de setembro. Os recursos temporários acabam à meia-noite de sexta-feira.
'A única questão é se a política ou a ideologia irá interferir para deter um fechamento do governo', disse ele aos repórteres após o fracasso na busca de consenso durante a reunião de terça-feira na Casa Branca.
Reid emitiu uma nota de otimismo após se reunir em particular com Boehner no final da terça-feira.
'Ainda estamos negociando de boa fé, não estamos assim tão distantes, e tenho esperança de que consigamos chegar a um acordo', disse ele no Senado.
Paralelamente, a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, adotou nesta quinta-feira uma lei de finanças provisória de uma semana para impedir o bloqueio da administração, apesar de uma ameaça de veto de Obama, que prefere uma lei que cubra todo o restante do exercício de 2011.
O texto tem poucas chances de ser aprovado no Senado, onde os democratas contam com maioria após as eleições de novembro de 2010.
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