A Organização não Governamental (ONG) Rio da Paz promoveu na tarde deste domingo, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, um protesto para relembrar as 12 crianças mortas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira na última quinta-feira em uma escola em Realengo. Com faixas contendo o nome de cada uma das vítimas e 12 bandeiras do Brasil manchadas com tinta vermelha, integrantes da ONG defenderam maior participação do poder público no combate do tráfico de armas e munição.
O presidente da ONG, Antonio Carlos Costa, ainda fez um apelo para que cidadãos comuns que apresentam porte de arma abram mão deste direito em prol de uma sociedade mais pacífica. "O que houve em realengo trouxe a tona um problema da nossa cidade: como criminosos conseguem facilmente comprar armas para matar inocentes? Como essas pragas conseguem entrar no Brasil?" questionou ele, que desde 2007 promove manifestos pela paz na cidade do Rio.
Naquele ano, 700 cruzes foram fincadas na areia em frente ao hotel copa para simbolizar cada uma das cítimas de violência no estado naquele ano.
O teólogo fundador da ONG disse ainda que não teve casos de violência em seu círculo de amizade, mas afirmou que "não vamos esperar a desgraça acontecer conosco para nos comportarmos como humanos".
"O protesto é uma forma de dizer que o que aconteceu em Realego afetou todas as nossas vidas. Vamos cobrar algo que, com ou sem campanha de desarmamento, tem que surtir efeito. É um problema como a dengue, tem que ser combatido por toda a sociedade. Aquele maluco que entrou na escola conseguiu comprar uma arma com a facilidade com que se compra um picolé", disse.
Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e, segundo a polícia, se suicidou logo após o atentado. O atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.
Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola quando foi acionado. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.
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