Pesquisar neste blog

Reversor de URL

Preencha no primeiro campo a URL invertida e dê "TAB"

Sua URL está pronta! É só colar no navegador.

Desenvolvido por Jade Guerra as 03:12 am data 02/04/2011

buscape

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Bom dia leitores,
Gostaríamos de pedir que vocês alem de ler postassem aqui na parte de comentários, sobre que assuntos vocês gostariam de ler, nos ajude a melhorar nosso editorial!!

att,

Editores Politicagem popular

sábado, 9 de abril de 2011

Pequenos recorrem à China para cortar custos do 'made in Brazil'

Empresários viajam para a China em busca de matéria-prima mais barata.
Objetivo é reduzir custos e deixar preços de produtos mais competitivos.

Anay Cury Do G1, em São Paulo
A China tem se tornado um calo no sapato do empresário Marcelo Pereira, que começou a perder mercado diante da invasão dos produtos do gigante asiático devido, principalmente, à desvalorização da moeda local. Já que não era possível livrar-se desse incômodo, ele embarcou rumo ao país, que tem a segunda maior economia do mundo, em busca de alianças. “O jeito vai ser comprar um sapato maior”, disse.
Marcelo Pereira, dono da Corel Pincéis se prepara para ir à China em busca de matéria-prima mais barata. (Foto: Daigo Oliva/G1)Marcelo Pereira, dono da Corel Pincéis se prepara para ir à China em busca de matéria-prima mais barata. (Foto: Daigo Oliva/G1)
Neste final de semana, um grupo de pequenos e médios empresários viaja para a China para participar da que é considerada a maior e mais importante feira multissetorial daquele país, a Canton Fair.
Dono de uma pequena fábrica especializada em pinceis e esponjas de maquiagem instalada em São Bernardo, região metropolitana de São Paulo, Pereira estará na China neste final de semana para negociar a compra de matérias-primas diretamente com os fornecedores, a fim de baratear as peças que produz no Brasil. Hoje, 80% dos insumos utilizados pelo empresário vêm de fornecedores nacionais e 20% de outros países. Porém, não tem sido suficiente para manter seus preços em níveis competitivos.
Marcelo Pereira, na sua fábrica, em São Bernardo, na região metropolitana de São Paulo (Foto: Daigo Oliva/G1)Marcelo Pereira, na sua fábrica, em São Bernardo, na região
metropolitana de São Paulo (Foto: Daigo Oliva/G1)
Ao ter a China como principal fornecedor, Pereira também adota outro mecanismo de redução de custos. Isso porque a maior parte dos produtos que compra dos Estados Unidos ou de países europeus tem origem chinesa.
“Uma vez fiz uma importação da Alemanha. Mas, quando os pacotes chegaram, abri e vi um monte de jornal picado chinês. Não compensa, porque a gente acaba pagando mais”, disse o dono da Corel Pincéis, que produz cerca de 1 milhão de peças por mês e tem como clientes as maiores empresas de cosméticos do país.
No entanto, o aumento da utilização de matéria-prima chinesa não se traduz em perda de qualidade da produção, conforme defendeu o empresário. “Quero continuar fabricando, industrializando os produtos. Seria fácil virar representante comercial [de produtos prontos chineses]. Mas isso [importar mais produtos da China] não significa menos qualidade. O mercado interno é exigente e aceita pagar de 5% a 10% a mais se [o produto] for mesmo de qualidade.”

Tratando de se proteger contra a concorrência dos próprios chineses, o dono de uma pequena fábrica de produtos eróticos também decidiu ir à China tentar negociar diretamente com seu rival. Para oferecer preços mais baixos aos seus clientes, Márcio Luiz, diretor da Power Sexy, pequena fábrica de produtos eróticos, está à procura de novos fornecedores, a que ele dá o nome de “parcerias”. Ao optar pela importação de peças chinesas, o empresário reduz seus custos de forma significativa.
“Hoje, temos uma trading que importa alguns produtos. Os Estados Unidos são um importante exportador. O problema é que eles não fabricam nada. Mas o Brasil não precisa mais dos Estados Unidos. Consegue comprar diretamente da China, pela metade do preço”, contou.
Dificuldade com língua ajuda
A burocracia imposta no processo de importação de produtos chineses, bem como a falta de habilidade para se fazer negócios, devido à língua e a cultura diferentes, com chineses se transformam em vantagem para esses pequenos fabricantes que abastecem o mercado interno. “Essa dificuldade é o que faz o mercado internacional preferir comprar por aqui. Levamos vantagem indo até lá. É mais fácil de negociar cara a cara”, disse Marcelo Pereira.
Alianças para investimento
O objetivo de outros empresários, além de comprar insumos mais baratos, é conseguir investidores para seus negócios. O empresário Pérsio Walter Bortoloto é diretor da Eletrosinal, fábrica instalada em Maringá, no norte do Paraná, especializada em produzir semáforos “inteligentes”. Como possui patente em outros países, já que seu produto é inovador, Bortoloto quer atrair a atenção de chineses para expandir sua pequena indústria – hoje, familiar.
Pérsio Walter Bortoloto é diretor da Eletrosinal, empresa paranaense de semáforos (Foto: Pérsio Walter Bortoloto)Pérsio Walter Bortoloto é diretor da Eletrosinal,
empresa paranaense de semáforos
(Foto: Pérsio Walter Bortoloto)
“Precisamos de investimentos para entrar em novos mercados. Os chineses estão investindo em várias áreas do mundo. Estão com muitos recursos. Dá para trabalhar lá fora e trazer divisas para o Brasil.”
De acordo com Marina Schwartzman, coordenadora de Negócios no Brasil da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE), a entidade estuda a possibilidade de montar um estande na Canton Fair para expor os produtos dos pequenos empresários brasileiros.
"Para vender para os chineses, é preciso planejamento, conhecimentos sobre distribuição... é preciso insistência. O consumo de produtos brasileiros no exterior tem aumentado. Calçados, alimentos, moda...têm chamado a atenção dos chineses. Há alguns que até exportam mel e própolis", comentou.

Balança comercialTradicional parceiro comercial brasileiro, os Estados Unidos têm perdido espaço a cada ano para a China, que já é o principal destino das exportações brasileiras. Na década de 1990, os chineses representavam apenas 1,8% dos cerca de US$ 482 bilhões exportados pelo Brasil. Nos dez anos seguintes, quando o volume de exportações total foi de US$ 1,13 trilhão, a participação chinesa cresceu para 8,3%.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por postar sua opinião nossa equipe agradece.