Rafael Pereira , 14 anos, foi morto com um tiro no tórax e outro na cabeça
Vizinho e grande amigo do menino Rafael Pereira da Silva, 14 anos - uma das 12 crianças vítimas de um atirador que invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo (Zona Oeste do Rio), na manhã desta quinta-feira (7) - Felipe André Lopes, 23 anos, cobra do prefeito do Rio, Eduardo paes, uma medida de segurança para proteger as crianças nas escolas do Rio. "As escolas particulares têm segurança , não têm? Então, as públicas tem que ter também. Pelo menos se tivessem guardas municipais já impediríamos muita coisa. O prefeito tem que tomar uma medida, e tem que ser logo. Ou ele coloca a PM na porta das escolas, ou ele coloca os guardas". cobrou o mototorista amigo da vítima. Rafael era conhecido pelos colegas da escola por sua facilidade em lidar com diversos programas de computador. Além disso, o menino fazia planos de conseguir uma vaga trabalhando como aprendiz em uma empresa de informática da região. "Ele estava procurando uma vaga para trabalhar como aprendiz. Adorava informática. Já fazia cursos na área e tinha uma facilidade muito grande com isso", contou, na beira da cova, Andréa Guimarães Silva, 38 anos, tia da criança. Rafael foi atingido com um tiro no tórax e outro na cabeça. Mesmo socorrido, morreu no Hospital Municipal Albert Schweitzer, no mesmo bairro onde fica a escola. "Até o início da tarde de ontem (7), eu sabia que ele estava internado, mas ninguém havia me contado do falecimento. Quando eu soube que ele havia morrido, foi desesperador. Ele era nossa alegria. O que vamos fazer de nossas vidas agora?", desesperou-se Andréa Guimarães Silva, madrinha da criança, durante o sepultamento do menino. Prefeito foi ao cemitério O prefeito Eduardo Paes esteve no velório, mas por pouco tempo, e acabou não ouvindo as queixas a respeito da falta de segurança nas escolas.

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