São 81 senadores
para os 26 Estados e do Distrito Federal, a Câmara - conta com 513
parlamentares - tem como função representar o povo. Por essa razão, cada
unidade federativa tem direito a eleger três senadores a fim de garantir o
equilíbrio nas decisões.
Ao ser eleito
senador, o candidato ganha um mandato de oito anos. As eleições para o cargo,
no entanto, acontecem a cada quatro. Por essa razão, a Casa se renova em um
terço em uma eleição e em dois terços no pleito seguinte. Eles são escolhidos
junto com o presidente da República, governador e deputados federais e
estaduais.
Como o Poder
Legislativo nacional possui 2 partes: Senado e Câmara, uma lei só entra em
vigor depois que ela é aprovada pelas duas Casas e assinada pelo presidente da
República. A maioria das proposições encaminhada pela Presidência, como medidas
provisórias e projetos, é votada primeiro na Câmara para só então ser analisada
pelo Senado.
O Senado só avalia
primeiro quando o projeto parte de seus parlamentares. As propostas ligadas a
leis orçamentarias tramitam ao mesmo tempo nos dois parlamentos, enquanto os
vetos presidenciais a projetos de lei precisam ser avaliados pelo Senado e pela
Câmara em sessões conjuntas.
O Senado também
dispõe de algumas funções exclusivas. Cabe a ele processar e julgar o
presidente da República, o procurador-geral da República, além de ministros de
Estado e do Supremo Tribunal Federal. Também cabe aos senadores aprovar a
escolha dos ocupantes de cargos-chave da administração, como o do
procurador-geral da República e do presidente e diretores do Banco Central, por
exemplo.
As atividades do
Senado são comandados pela Mesa Diretora. Formada por sete parlamentares e
quatro suplentes, ela dirige as votações e os serviços administrativos da Casa.
Quem preside a Mesa é o próprio presidente do Senado. É ele quem se pronuncia e
define os assuntos que serão levados ao Plenário.
Antes que esses
projetos sejam votados, no entanto, eles passam por Comissões, que podem ser
permanentes, temporárias, especiais ou de inquérito. A intenção é que a
discussão sobre o tema gere uma avaliação técnica que aprova ou rejeita o
projeto, eliminando - neste caso - a necessidade de votação em Plenário.
Algumas Comissões também fiscalizam os programas e projetos executados ou em
execução pelo Poder Executivo (Presidência).
Dessas Comissões
parlamentares, as mais conhecidas são as de inquérito, as famosas CPIs. Sua
principal utilidade é investigar denúncias ouvindo depoimentos e colhendo
informações. Para a abertura de uma CPI é necessária a adesão de 27 senadores,
ou um terço dos parlamentares.
Cada partido ou
bloco de partidos coligados tem um representante no Senado, que é o líder de
bancada. Ele deve encaminhar as votações nas comissões da Casa e no Plenário,
onde podem pedir a palavra em qualquer momento da sessão. Também são eles quem
indicam os senadores para compor as comissões técnicas.
No Senado também tem
um líder do governo que é um dos parlamentares da Casa escolhido pelo
presidente da República. O líder do governo, os líderes das bancadas, o líder
da maioria e o líder da minoria formam o Colégio de Líderes, um órgão em que a
política na Casa é negociada. São eles que trabalham a conciliação entre os
diferentes interesses representados no Senado em casos de impasse.
Além de presidente
do Senado e da Mesa-Diretora, o parlamentar que ocupa esse posto acumula a
presidência do Congresso. Ele também é o terceiro na linha de sucessão
presidencial. O cargo só fica com ele se o vice-presidente da República e o
presidente da Câmara não puderem assumir a função deixada vaga pelo presidente
da República.
Os Senadores tem
direito a receber remuneração e a um pacote de benefícios assim como os
Deputados Federais.
Agradecimentos
ao portal R7 pela matéria que foi base de nossa pesquisa.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por postar sua opinião nossa equipe agradece.